Um ano novo começa e as férias continuam. Minha escolha de hoje é um tanto quanto peculiar,um filme engraçado e leve,que muitos inclusive chegam a classificar como “debilóide”. Contudo, posso afirmar que nenhum filme produzirá em você, telespectador e beatlemaníaco, sensação de nostalgia e alegria mais sublime que Magical Mystery Tour.
Produzido e dirigido pelos próprios Beatles (devido a morte do empresário da banda, Brian Epstein) e lançado em 1967, o filme, na época de sua estréia, foi rechaçado pelos críticos britânicos. Frases como: “Qual é o sentido deste filme?” e “ Onde está o roteiro” foram macicamente publicadas pelas revistas e jornais ingleses.
Bem, o filme de fato não tem um roteiro,- pelo menos não segundo as “normas vigentes” –e muitas cenas realmente podem não fazer sentido algum para o telespectador. No entanto, qualquer amante de Beatles conhece muito bem a discografia de seus ídolos, e sabe que as músicas presentes em Magical Mystery Tour foram escritas em uma das fases mais psicodélicas da banda.
A música “The Walrus” é a melhor forma de exemplificar minha afirmação. O ouvinte que encontrar algum sentido oculto em frases como: “Sitting on a cornflake/Waiting for the van to come/Corporation tee shirt/Stupid bloody Tuesday/Man, you've been a naughty boy/You let your face grow long”, por favor, comunique-me, pois meu raciocínio foi limitado demais para enxergá-lo.
The eggmans + The Walrus
Esperar o que,afinal, de um filme que foi baseado em faixas com tais características? Algo organizado, complexo e austero? Isso sim não faria sentido algum.
Magical Mystery Tour gera em quem o assiste justamente a impressão de ter ilustrada perante os olhos a sensação que as músicas produzem no ouvinte. Traduz em imagens as risadas provocadas pelas frases desconexas das músicas, as cores do “mágico e misterioso” ônibus que conduz os viajantes, enfim, toda a leveza e humor que são inerentes ás letras.
O resultado não poderia ser melhor.O filme diverte, surpreende e cria uma certa “saudade” dos áureos anos de Beatles e principalmente de sua genialidade musical. Percebe-se nitidamente a grande harmonia e intimidade que os integrantes (ainda) desfrutavam na época das filmagens.
Enfim, parabéns aos Beatles pela sua “mágica e misteriosa” coerência!Ps: Para quem eventualmente for visitar Londres, ainda hoje é possível fazer passeios com uma réplica do ônibus utilizado no filme.


Filme bem a cara dos Beatles da época...
ResponderExcluirrealmente, quem estava acostumado com as franjinhas e o yeah-yeah-yeah deve ter tomada um susto enorme ao ver jonh lennon e compania fantasiados e cantando coisas sem sentido. E George Harisson tocando um teclado no chão, com varias imagens de caleidoscópio cantando "please don't be long"? Bizarro.
Post bem legal, quem gosta de beatles principalmente quem gosta dos "psico-beatles" vai curtir o filme
vlw bjaoo